Qual o melhor compactador para Linux?

File Compression Manager

Venho aqui fazer um breve comparativo dos pontos fracos e fortes dos melhores compactadores e descompactadores de arquivos de interface gráfica (GUI) na plataforma Linux. São eles o File Roller, B1 Free Archiver e PeaZip. (Listados por ordem de preferência).

File Roller ou Gnome Archive Manager

File-Roller - Screenshot

Pontos Fortes:

  • Interface simples, rápida e prática. Segue o princípio KISS (Ponto Fortíssimo);
  • Comprime em vários formatos como 7Z, RAR, ZIP*, TAR, TAR.GZ, etc. Abre/Descompacta praticamente qualquer formato de compressão;
  • Programa Open Source;
  • É padrão na grande maioria das distros do Linux.

Pontos Fracos:

  • Tem problema em descompactar arquivos/pastas com acentos ou caracteres especiais (Ponto fraquíssimo);
  • Não é multiplataforma.

    Nota: * Para comprimir nos formatos 7zip, ZIP e RAR é necessário instalar alguns pacotes:

    sudo apt-get install rar unrar p7zip zip unzip

B1 Free Archiver

B1 Free Archiver - Screenshot

Pontos fortes:

  • Programa leve, de carregamento rápido. Agiliza muito a coisa quando o programa pergunta logo se quer descompactar, se a necessidade de abrir o programa completo (Ponto Fortíssimo);

    B1 Free Archiver - Screenshot Dialog
  • Descompacta arquivos/pastas com acentos ou caracteres especiais sem problemas;

  • Multiplataforma, funciona no Windows, Mac e Linux.

Pontos fracos:

  • Não funciona bem com arquivos tar.gz e tar.bz. Pois não consegue descompactar links simbólicos e também atributos de arquivos são perdidos nesse formato (Ponto fraquíssimo);
  • Não é open-source, é Freeware. Por isso pode se tornar um programa Shareware a qualquer momento;
  • Comprime somente nos formatos B1 e ZIP;
  • Necessita escolher a lingua do programa. Vá no meno File > Settings > Languages e escolha “Português (Brasil)”.

Peazip

Peazip - Screenshot

Pontos Fortes:

  • Comprime em vários formatos como 7Z, ZIP, ARC, BZ2, GZ, etc;
  • Programa Open Source;
  • Multiplataforma Windows, Linux e BSD;

Pontos fracos:

  • Arrastar e saltar (Drag-and-drop) não funciona ou não possui (Ponto fraquíssimo);
  • Demora muito para abrir (em relação aos concorrentes é mais demorado);
  • Necessita escolher a lingua do programa. Vá no menu Options > Localization e selecione “pt-br.txt”.

Nota: No Ubuntu 13.10 (Saucy) a versão GTK requer a instalação do pacote/biblioteca libgmp3c2, que pode ser baixada e instalada dessa versão sem problemas.

blogdopastel

Microsoft Office para Android e IPhone

blogdopastel:

image

A Microsoft liberou o download gratuito do “Office Mobile”! Esse pacote vem com Word, Excel e PowerPoint. Para mais informações sobre esses apps, acesse os links:

Android:
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.microsoft.office.officehub

iPhone:
https://itunes.apple.com/hk/app/microsoft-office-mobile/id541164041?l=zh&mt=8

HP Laserjet 1320 no Ubuntu

HP Laserjet 1320

Estranhamente mesmo após instalar e configurar a versão mais recente do HPLIP (driver opensource para impressoras HP), a impressora até que funciona. Mas o problema é que ao imprimir até mesmo uma página de teste da impressora, ela imprime cópias infinitas sem parar!? Sendo necessário desligar a impressora ou apertar várias vezes o botão X para cancelar a impressão.

Foomatic/pxlmono

Para resolver é necessário usar/selecionar (use o system-config-printer) o driver HP LaserJet 1320 Foomatic/pxlmono que já está instalado no Ubuntu (senão: apt-get install foomatic-db-compressed-ppds), vale observar que em IMHO esse driver é meio demorado para processar impressões.

hpijs

Recomendo o uso do driver hpijs que é rapidíssimo no processamento dos trabalhos e pode ser instalado facilmente dos repositórios oficiais:

sudo apt-get install printer-driver-hpijs

HP Laserjet 1320 hpijs @ system-config-printer

Linux: Forçar uma checagem de disco na próxima inicialização

fsck

A momentos em que é necessário verificar a integridade do sistema de arquivos (usando o fsck) no Linux sem ter que esperar a checagem automática, que é normalmente de cerca de 20 reinícios do sistema.

Então afim de forçar o Linux a fazer a verificação basta o comando:

sudo touch /forcefsck

Com o arquivo “/forcefsck” criado, no próximo boot a partição (ou partições, depende da sua configuração do fstab) será verificada automaticamente, independente de ter sido desligado normalmente ou não.

Mas em caso de erros no procedimento, é requerida a interação com o usuário. Então, para corrigir os problema automaticamente sem a interação do usuário, cria-se outro arquivo com o parâmetro “-p”:

sudo sh -c “echo ‘-p’ > /fsckoptions”

Juntando os dois:

sudo touch /forcefsck; sudo sh -c “echo ‘-p’ > /fsckoptions”

Para mais informações? Leia esse ótimo artigo:

Fazendo verificação automática dos sistemas de arquivos
Boot Sem Parada com Auto FSCK

Placa de rede Atheros AR8162 não funciona no Ubuntu

Atheros Chips

Testado: Ubuntu 13.10 (Saucy)
Kernel: 3.11.0-12-generic
Hardware: Notebook Lenovo G480

Aparentemente o problema em que a placa de rede Atheros não funciona ocorre desde a versão Rarring (13.04) do Ubuntu e também ocorre em outras distros. Sendo necessário para corrigir o problema compilar/instalar o driver alx.

Para saber o modelo da sua placa de rede, utilize o comando:

lspci -nn | grep 0200

Retorno (no meu caso):

01:00.0 Ethernet controller [0200]: Qualcomm Atheros AR8162 Fast Ethernet [1969:1090] (rev 10)

O driver alx funciona além do AR8162 para os seguintes dispositivos:

1969:1091 - AR8161 Gigabit Ethernet
1969:1090 - AR8162 Fast Ethernet
1969:10A1 - QCA8171 Gigabit Ethernet
1969:10A0 - QCA8172 Fast Ethernet


COMPILANDO E INSTALANDO:

  1. Baixe o driver mais recente desse site e salve em em “~/Downloads”:

    backports: Linux kernel backports

  2. Descompacte em “~/Downloads”:

    cd ~/Downloads
    tar -xvf backports-3.13.2-1.tar.xz

    Nota: Atualmente arquivo com a versão mais recente é o backports-3.13.2-1.tar.xz, então substitua caso necessário.

  3. Instale os pacotes necessários para compilar:

    sudo apt-get install build-essential linux-headers-generic linux-headers-uname -r libncurses5-dev

  4. Compile e instale o driver:

    cd backports-3*
    make menuconfig

    backports - Ethernet driver support

    Desmarque tudo (Tecla Espaço), marque somente “Ethernet driver support (NEW)” e depois Enter. Veja a captura acima.

    backports - Atheros devices

    Desmarque “Broadcom devices” e marque “Atheros devices”. Para instalar o driver como módulo, percorra todos os subitens teclando “M” (como mostra na captura acima) e em Save, OK e Exit. Depois para sair vá em Exit.

    Continuando a instalação:

    make
    sudo make modules_install

  5. Apague os arquivos já desnecessários:

    cd ..
    rm -rf backports-3*

  6. Ative o driver (ou reinicie o computador):

    sudo modprobe alx


Para saber a versão do driver alx atualmente instalada:

modinfo alx|grep ^version:


Fontes:
Gentoo and Atheros QCA8172 Fast Ethernet
alx | The Linux Foundation

ffmpeg: Instalando uma versão vitaminada

ffmpeg

ffmpeg é uma poderosa ferramenta de linha de comando que converte um formato de vídeo ou áudio em outro, a ferramenta é usada em diversas aplicações ao redor do mundo.

Linux

Sabendo que versão do ffmpeg do repositório oficial do Ubuntu/Mint não é completa. É tão básica que nem ao menos possuí a libmp3lame (que permite codificar para o formato mp3). Para contornar isso, há necessidade de compilar o ffmpeg (que geralmente é um processo bastante demorado e chato) ou obter uma versão já compilada (ou seja, vitaminada, com as bibliotecas libmp3lame, libass, etc) do ffmpeg que possa ser baixada e instalada.

  1. Baixe essa versão já compilada de acordo com sua arquitetura (32 ou 64 bits) de seu sistema operacional:

    Static FFmpeg builds

  2. Descompacte em “~/”, na sua pasta home.

  3. Depois dê as permissões corretas para os arquivos:

    sudo chmod 755 ~/ffprobe ~/ffmpeg
    sudo chown root.root ~/ffmpeg ~/ffprobe

  4. Renomeamos para não entrar em conflito com a versão original:

    sudo mv ~/ffmpeg ~/ffmpeg2
    sudo mv ~/ffprobe ~/ffprobe2

  5. Movemos para que o programa seja executado facilmente em todo sistema:

    sudo mv ~/ffmpeg2 /usr/bin
    sudo mv ~/ffprobe2 /usr/bin

    Well done! Agora basta atribuir/mudar em qualquer programa o caminho completo (/usr/bin/ffmpeg-super) ou simplesmente “ffmpeg2”. Teste agora:

    ffmpeg2

Substituindo o ffmpeg original

Se o seu objetivo é substituir a original, isto é, a versão instalado através do repositório oficial do Ubuntu/Mint ou outro. Após seguir os passos iniciais do 1 ao 6, vamos lá:

  1. Instale o ffmpeg dos repositórios oficiais, se é que não já esteja instalado:

    sudo apt-get install ffmpeg

  2. Apague ou faça um backup da versão já instalada do ffmpeg:

    Apagando:

    sudo rm -rf /usr/bin/ffmpeg
    sudo rm -rf /usr/bin/ffprobe

    Backup:

    sudo mv /usr/bin/ffmpeg /usr/bin/ffmpeg-ori
    sudo mv /usr/bin/ffprobe /usr/bin/ffprobe-ori

  3. Por fim criamos um link simbólico:

    sudo ln -s /usr/bin/ffmpeg2 /usr/bin/ffmpeg
    sudo ln -s /usr/bin/ffmpeg2 /usr/bin/ffprobe

Nota: Lembrando que quando ocorrer uma atualização do pacote ffmpeg é necessário refazer os dois passos anteriores afim de manter a versão vitaminada do ffmpeg.

Windows?!

Basta seguir esse tutorial.